entrevista exclusiva com a hori!!joven pan
28/07/2010 01:30Na Tv, no cinema ou nos palcos: Fiuk, de 19 anos, é o artista do momento. A frente da Hori, ele comanda uma das bandas de maior destaque do novo rock nacional. Em entrevista exclusiva ao site da Pan, o músico e seus companheiros de grupo revelaram as curiosidades de suas carreiras, falaram da relação com o padrinho Fábio Jr e mandaram um recado especial para os fãs. Confira:
Ouça aqui!
JP – De dois anos pra cá vocês estouraram e estão fazendo muito sucesso. Como estão lidando com a fama?
Hori – Acho que não existe uma forma de lidar com este sucesso. Nós amamos nosso trabalho e estamos tocando cada vez mais. Então, aproveitamos cada momento para aprender bastante.
JP – Vocês tiveram outras bandas antes de formar a Hori?
Hori – Todos nós viemos de projetos anteriores, mas a Hori já tem seis anos. Tínhamos gravado alguns Eps e só agora gravamos um álbum completo.
JP – O disco completo foi gravado em 2009?
Hori – Isso. O lançamento deste disco foi praticamente um parto. Nós estávamos empolgadíssimos para ver aquele quadradinho e ouvir as músicas tocando no rádio. As doze canções do disco são como nossas filhas.
JP – Já estão pensando em alguma novidade para 2010?
Hori – Sim. Vamos mostrar novidades, novas influências, um novo show, um novo Hori. Mesmo porque nosso primeiro disco foi feito às pressas. A gente tinha um prazo para finalizá-lo e o Fiuk ainda estava gravando um filme. Passamos por algumas transições de integrantes, mas acho que o resultado ficou bom, sincero e verdadeiro.
JP – É difícil conciliar a carreira de ator com os compromissos da banda?
Hori – De novo, não existe uma fórmula para lidar com isso. Eu amo mais que tudo na minha vida o meu trabalho. Então, não poupo esforços. Trabalho feito um louco de segunda à segunda, 24 horas por dia e feriados, mas falo isso de boca cheia porque é isso que eu amo fazer.
JP – E os fãs de vocês, curtiram o seu desempenho no filme?
Hori – De tudo que li a respeito do filme, o que vi de mais bonito foi uma crítica do Luiz Carlos Merten, crítico de cinema. O texto realmente me emocionou. Foi a crítica mais linda que já li. Com os fãs, fiquei bastante surpreso. O personagem não tem nada a ver comigo ou meu personagem na Malhação, mas a galera curtiu. Acho que o personagem é tão nervoso e irritado que se torna engraçado. Eu procurei não criar expectativas, para que o que viesse, de alguma forma, pudesse me surpreender.
JP – Você contou com alguma ajuda da sua irmã para fazer o filme? Ela te deu alguma dica de atuação?
Hori – Ela me ajudou muito. Foi para ela que liguei quando rolou o convite para o filme e ela me disse: “Seja verdadeiro e faça com amor”. Eu falei: “Não, Cléo, você não está entendendo. O que é que eu faço?”.
JP – Esta foi sua primeira experiência como ator?
Hori – Isso. Eu nunca tinha atuado na minha vida.
JP – E os outros integrantes da banda, pensam em atuar também ou vão deixar este papel só para o Fiuk?
Hori – Acho que todos são artistas e nunca perdemos nada em experimentar as coisas. Para dar certo tem que ser experimentado.
JP – As comparações com seu pai são inevitáveis...
Hori – Que comparações? Vai demorar uns 30 anos para eu chegar aos pés do meu pai.
JP – Rola preconceito por vocês tocaram uma música da carreira do Fábio Jr?
Hori – Todo ser humano é preconceituoso. Se você gosta de vermelho, você odeia azul. O outro gosta de azul, mas odeia branco. Ninguém agrada gregos e troianos. Quando me comparam ao meu pai, fico com dó de mim. Ele está mil anos luz na minha frente.
JP – Ele dá dicas de sons pra vocês? Dá a opinião dele sobre as músicas que fazem?
Hori – Ele fala do nosso trabalho e também opinamos nos trabalhos dele. Também nos ajuda bastante dando dicas de comportamento com os fãs, sempre nos fala que precisamos de humildade. Ele é um paizão não só para o Fiuk, mas para a banda toda. Ele torce muito pelo nosso sucesso. É uma honra termos um padrinho como ele. Não para qualquer um, não.
JP – Quem sugeriu a gravação de “Só Você” pela Hori? A ideia partiu de vocês ou do próprio Fábio Jr?
Hori – Já tocamos esta música nos nossos shows há uns quatro anos. Fizemos uma versão punk rock para justamente brincar com o fato do Fiuk ser filho do Fábio. Depois, paramos de tocá-la e desencanamos da música. Mais tarde, o diretor da Malhação nos contou que o CD da novela seria inspirado nos anos 80 e sugeriu que cantássemos a música.
JP – No próximo domingo, dia 25, vocês tocam no “Jovem Pan Rock Fest” ao lado do Fresno, Restart, Hevo 84 e Fake Number. Já encontraram estas bandas em outros festivais?
Hori – Já tocamos com o Fresno, Cine, Restart, Hevo, Stevens, toda esta galera. Estamos todos no mesmo barco.
JP – Então, deixem um recado especial para a galera que vai conferir este show no Aramaçan, em Santo André.
Hori – Fãs e não-fãs, vamos lá que o show vai ser animal. A nova geração inteira do rock estará lá. Nós amamos vocês mais que tudo nesta vida. Um beijo e até o show. Valeu, Jovem Pan.
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